quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

frase do dia


“Quem planta flores, planta beleza e perfumes para alguns dias.

Quem planta árvores, planta sombra e frutos por anos, talvez séculos.

Mas quem planta idéias verdadeiras, planta para a eternidade.”

– Jesus Cristo –

sábado, 23 de janeiro de 2010

Elogios


O escritor Fernando Sabino contou uma história muito interessante num de seus livros. Narrou que certa vez, dançando com uma senhora conhecida, fez a ela um elogio mais ou menos assim: "Você está muito bem neste vestido". Foi o que bastou para ela desfazer o elogio sem auto-piedade: "Imagina, é um vestido velho, já foi reformado várias vezes. Olha, está até um pouco esgaçado aqui, sem falar que desbotou, e blá blá blá".

Sabino jura que até o momento do seu comentário elogioso, realmente pensava estar a mulher muito bem vestida. Conta ele: "Ela achou tantos defeitos naquela roupa, criticou tanto, que eu também acabei vendo só defeitos. Se ela tivesse dito apenas um ‘obrigada’, até hoje eu teria guardado na minha mente uma mulher bem vestida".

Veja você como são as coisas. Não sabemos receber críticas, e isto é uma constatação já bastante conhecida, mas também não sabemos receber elogios.
Será devido a nossa formação? Talvez, diante da economia de elogios que os pais faziam em relação aos filhos em tempos idos: comentários positivos e abonadores de conduta só para os filhos que se destacavam economicamente, obtendo bens valiosos e galgando uma situação financeira confortável.

Difícil era escutar um "meu filho é inteligente", "minha filha é bonita", "meu filho soube se vestir bem", e frases do gênero. Mesmo porque durante décadas nada disso era importante. Havia um caminho mais ou menos traçado para os filhos, fossem eles belos ou feios, burros ou inteligentes.

Era mais fácil elogiar um porco gordo ou uma vaca de úbere vistoso do que um familiar, por incrível que pareça. Essas coisas meio subjetivas perdiam de goleada para outras, mais adequadas à realidade daqueles tempos: o sujeito forte; a mulher de ancas grandes, boa parideira; a criança gorda e rosada, então um sinônimo de saúde, equívoco que resiste até nossos dias.

Somos um produto desse meio, logicamente. Se não escutamos elogios, dificilmente aprendemos a recebê-los ou a ofertá-los.

Dois aspectos chamam a atenção neste tema: o fato de os homens sentirem-se extremamente inibidos em elogiar outro homem, enquanto entre mulheres ou é falso ou cheio de ironias.

Para fugir dessa situação, os "machões" normalmente refugiam-se nesta frase: homem não acha outro homem bonito. E pronto. Na verdade, também não acha outro homem elegante, ou inteligente, ou habilidoso. A dificuldade para lidar com essa questão é tão grande a ponto de impedir elogios para os amigos mais chegados ou para pai e irmãos. Não são poucos aqueles com bloqueio inclusive para elogiar as mulheres.

Elas são um caso à parte. É muito mais fácil ouvir uma crítica entre elas do que um elogio. Quando este vem, apesar de tudo, está acompanhado de um "mas", insinuando uma questão negativa, ou de uma ironia ferina, daquela que só as mulheres sabem fazer. Mais ou menos assim: "Bonito o teu vestido. É novo, né?! Pois é, eu vi um igualzinho no balaio da loja xis, mas não comprei porque em mim não iria ficar bem, sou muito magra". Percebeu o veneno?

Tenho observado que as mulheres não sabem receber elogios, como narra o texto do Sabino. Conforme o tipo de comentário, elas se sentem incomodadas e começam a vasculhar a memória em busca de uma frase que amenize ou apague o elogio. Incrível, isto. Raras são aquelas capazes de agradecer com absoluta naturalidade.

Sim, pois tem também o outro lado. Existem mulheres que, tão logo são elogiadas, transformam-se num passe de mágica, passando a acreditar ser uma Sharon Stone perdida por aí. Pensam ser uma musa inspiradora da machaiada, acham-se superiores às outras, e começam a portar-se artificialmente. Aí, mesmo quando são belas, passam a ser antipáticas e desagradáveis no trato.

Se você quer conhecer de fato um homem, dê a ele poder; para uma mulher, diga-lhe que é bonita. Aquelas de personalidade, com outros valores, também gostam de ser elogiadas, mas não mudam por causa disso, e nem consideram sua estética a coisa mais importante do mundo.

Sempre é importante ter um senso crítico razoável, capaz de discernir quando um elogio é autêntico, quando é apenas bajulador, ou ainda quando trata-se de uma cantada. Palavras como "gostosa" e "tesão" são elogiosas ou ofensivas?


Portanto, não economizar elogios, mas não vulgarizar esse modo eficiente de valorizar as pessoas, nem o faça na hora e no local errados. Um elogio autêntico, verdadeiro, é capaz de fazer maravilhas. E se você receber um elogio, não estrague tudo, não se "ofenda" por merecer uma atenção especial, nem faça de conta que você não merece. Senão, vão pensar que você não merece, mesmo.


A. Facchini

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

GRITO DO NATIVISMO FOI CANCELADO

A comissão Organizadora do Grito do Nativisimo, reunida extraordináriamente decidiu pelo cancelamento do Festival que seria realizado de 22 a 24 de janeiro.
A decisão se impõe, devido a cheia do Rio Jaguari que provocou grandes danos na área do Clube de Caça e Pesca e do Pavilhão de eventos onde se realiza o festival.
Imagem da enchente na entrada do Capejar às 15 horas do dia 20/01/10.
Foto tirada do Banneário FERNANDO SCHILING (Bar da Praia), onde se vê o mirante do Capejar (às 14h30min)

Foto tirada as 18h30min. O Rio subiu cerca de 30 cm desde as 14h30 min

A marca na parede mostra a altura que a água atingiu no pavilhão.
Hoje, dia 21 a água ainda cobria parte do Capejar, às 9h.

Mais fotos no meu orkut.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Encerando um ciclo


Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho?
Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem connosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar.
Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos.
Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.


PAULO COELHO

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Espetáculo da Natureza

Imagens do encontro dos rios Calça-Botas, Curuçú e Rosário, vista somente quando as chuvas são intensas
O Encontro propriamente
belveredere

Aqui estamos



domingo, 10 de janeiro de 2010

Nativo ... Poesia Regionalista


Sexta –feira a noite nas dependências do Galpão G.N.F Couro Cru, aconteceu o lançamento do livro : NATIVO POESIA REGIONALISTA, de Cândido Brasil, filho de Nova Esperança, uma noite agradável com shows de Cleomar Brasil e Igor Manenti e também de Julio Saldanha. Cândido com seu dom de rimas foi autografando cada livro com diferentes dedicatórias, para nós ex-professores, assim dedicou:

Para
Otélvio e Cristina
Parceiros de Vida e Tradição...
“Segue meu verso NATIVO
Traçado de sentimentos
Mescla dos quatro elementos
Do universo primitivo
A pátria pampa é o motivo
Que forja este perfil
De orgulho e apego servil
A tradição campesina
Abraços Otélvio e Cristina
Do peão Cândido Brasil”

Cândido, Parabéns pela obra, sucesso e que seu caminho seja sempre iluminado.
Loogo estarei postando suas poesias, já estou relendo o livro.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

hoje senti saudades ...

Hoje senti saudades de ti... Pai...
Saudades de te ter, de te abraçar,
Hoje senti saudades de ti...
Saudades de te ver sorrir...
Saudades da tua face e teus olhos...

Hoje senti saudade de te olhar...
Saudades da tua voz...
Mas senti saudades de te ouvir falar,
Hoje senti saudades de ti...
De te ver a trabalhar,
De te ouvir rir, pena não te ver envelhecer...
Ver-te chegar a casa, era uma casa cheia...
Hoje estaria completando 78 anos...
Hoje me olhei no espelho, pensei em ti...
No azul de meus olhos vi saudade.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

De Repente...




De repente,
num instante fugaz,
os fogos de artifício anunciam que
o ano novo está presente e o ano velho ficou para trás.
De repente, num instante fugaz,
as taças de champagne se cruzam e o vinho francês borbulhante anuncia que o ano velho
se foi e ano novo chegou.

De repente, os olhos se cruzam,
as mãos se entrelaçam e os seres humanos,
num abraço caloroso,
num só pensamento,
exprimem um só desejo e uma só aspiração: PAZ E AMOR.

De repente,
não importa a nação,
não importa a língua,
não importa a cor,
não importa a origem,
porque todos são humanos e descendentes de um só Pai,
os homens lembram-se apenas de um só verbo: AMAR.

De repente,
sem mágoa,
sem rancor,
sem ódio,
os homens cantam uma só canção,
um só hino,
o hino da liberdade.

De repente,
os homens esquecem o passado,
lembram-se do futuro venturoso,
de como é bom viver. .

Feliz Ano Novo !!!