quarta-feira, 23 de maio de 2012

Dedos entrelaçados...

Entrelaçar os dedos das mãos não é somente a forma mais comum dos casais andarem nas ruas, demonstrando compromisso perante a sociedade; tampouco é um gesto que indica posse sobre o outro. Andar de mãos dadas é muito mais do que isto.
Mais do que os olhos podem ver, as mãos que se entrelaçam indicam segurança, bem-estar, afetividade, companheirismo e amor. As mãos se procuram num gesto quase automático, parecem dizer: “o que sua mão está fazendo longe da minha?”. Uma espera a outra se desocupar e elas voltam a se encaixar, como se fossem feitas exatamente para estar unidas para todo sempre.

Não deista..

"Não desista dos seus sonhos pois, eles são a chave para o seu futuro."

terça-feira, 22 de maio de 2012

cinquenta anos

Ao fazer cinquenta anos a maioria das mulheres que conheço comemora a sua idade em vez de a negar, como faziam as suas mães. Sentimo-nos e parecemos ainda jovens. Por isso erguemos felizes a taça de champanhe...
Existem mais de vinte milhões de mulheres a atingir os cinquenta anos, fazendo aumentar para mais do dobro o numero de mulheres que já se encontram no terceiro período de vida - a velhice
Dentro em pouco haverá mais de quarenta e cinco milhões de mulheres com mais de cinquenta anos, cuja vida e atitudes foram moldadas pelos movimentos feministas
Nunca antes, na história escrita, houve um tal número de mulheres com tamanha competência, experiência e independência e tantos recursos.
Aos cinquenta anos a mulher pode esperar vir a ter algumas décadas de vida com qualidade. Para elas os setenta anos são o que eram os cinquenta.
Precisamos contudo de tomar conta da nossa forma física, da nossa alimentação e especialmente, devemos procurar fazer a nossa autorregulação ao nível físico, afetivo, psíquico e espiritual.
Ao fazer cinquenta anos a mulher junta-se a uma vaga crescente de mulheres de idade, algumas com sessenta e outras com setenta e mais que aprenderam a confiar em si próprias. Essas mulheres estão a tornar-se também cada vez mais visíveis, influentes e numerosas.
Parafraseando Marion Woodman " que significa ser-se velha na nossa cultura? Quais as minhas novas responsabilidades? De que tenho de abdicar para arranjar espaço para as transformações de energia que estão prontas a inundar o meu corpo e a minha alma?"
Sejam queridas amigas, mulheres cada vez mais viçosas, com vontade de amar de forma inteira, de aprender novos assuntos, de reaprender a olhar para as coisas, nem que seja pela mão dos mais jovens, os netos recém-chegados.
Tenham a capacidade de ser felizes, por dentro e por fora. O caminho que temos vindo a percorrer faz cada vez mais sentido se percebermos que a nossa missão é, essencialmente, viver plenamente!

terça-feira, 15 de maio de 2012

QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO?

Esta obra de Spencer Johnsons é uma parábola que fala sobre as possibilidades da mudança de uma maneira fantástica. Enfatiza que o ser humano possui dentro de si os recursos e as capacidades necessárias para vencer tal desafio. Cada pessoa é responsável por suas escolhas, sucessos e insucessos. Quem mexeu no meu queijo? debate sobre a importância de aprender a lidar com as mudanças no trabalho e na vida. Expressa isso simbolicamente com dois ratinhos e dois homenzinhos vivendo num labirinto.

O “LABIRINTO”, onde os personagens vivem a história, representa o local onde ocorrem as buscas incessantes pelos seus objetivos. É uma analogia ao cotidiano do ser humano, sujeito a mudanças inesperadas.
Os ratinhos têm facilidade em enfrentar as mudanças, adaptando-se facilmente a elas. Enquanto que os homenzinhos sofrem a terrível ameaça do medo. Medo de fracassar, medo da incapacidade, medo de errar, medo de perder-se, medo de sofrer ..., e são tantos os medos que os prendem a velhos hábitos no antigo lugar. Até que, um deles começa a raciocinar na mudança operada pelos ratinhos indo embora a procura de novos queijos. Ele resolve ir também procurar o seu queijo, mas antes insiste com o amigo para acompanhá-lo.
Este não quis, então o homenzinho traja-se do necessário e sai a correr pelo labirinto, deixa uma mensagem escrita na parede, circulada pelo desenho de um queijo, se o amigo lesse, poderia ir atrás dele. E assim a cada canto que parava, escrevia no muro o resultado de sua experiência, como uma alerta para o amigo se fortalecer se viesse após ele. Nessa corrida enfraquecera várias vezes e quase caíra, mas tornava a se levantar e criar novas forças com o pensamento constante no queijo que queria encontrar.
A história nos induz a pensar que cada pessoa é um misto de Sniff e Scurry, os ratinhos e Hen e Haw, os homenzinhos. Pode-se pensar na parte prática da vida, nos atos mecânicos, como ir e vir, alimentar-se, trajar-se, etc. Adapta-se com mais facilidade a mudanças, enquanto que a melhoria nos relacionamentos, o aprimoramento pessoal e grupal, a busca de novas oportunidades; são tarefas bem difíceis de serem conquistadas.
O queijo é aquilo que mais almejamos. Pode ser um curso, um novo trabalho, uma casa, um bom relacionamento, e tantas outras coisas. Cada pessoa quer encontrar o “seu queijo” e age de acordo com as suas capacidades, competências, circunstâncias, o momento e o lugar.
Fazendo um paralelo do que diz Spencer Johnsons no livro, com os estudos realizados sobre organização e a importância da participação, conclui-se que a história tem muito a nos ensinar no sentido de esforço pessoal e persistência; porém ,segue a linha capitalista, onde a pessoa que mais se esforça segue sozinha e conquista o objeto do seu desejo.
Pensando em organização e participação, sabe-se que necessitamos enfrentar as mudanças em conjunto. Não é possível fazer tudo o que sonhamos isoladamente. É verdade que tudo o que precisamos está dentro de nós, mas em estado latente.
Há diversos fatores que interferem em nosso desenvolvimento pessoal, para que isso possa ocorrer faz-se necessário a ajuda do outro tanto quanto o outro depende de nós. Para que um grupo possa evoluir e alcançar o sucesso desejado, necessita da participação de cada membro da equipe.