domingo, 25 de outubro de 2009


"Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem."
Carlos Drummond de Andrade

sábado, 24 de outubro de 2009

Para o melhor amigo, o melhor pedaço


Serapião era um velho mendigo que perambulava pelas ruas da cidade.
Ao seu lado, o fiel escudeiro, um vira lata branco e preto que atendia pelo nome de Malhado.
Serapião não pedia dinheiro.
Aceitava sempre um pão, uma banana, um pedaço de bolo ou um almoço feito com sobras de comida dos mais abastados.
Quando suas roupas estavam imprestáveis, logo era socorrido por alguma alma caridosa.
Mudava a apresentação e era alvo de brincadeiras.
Serapião era conhecido como um homem bom, que perdera a razão, a família, os amigos e até a identidade.
Não bebia bebida alcoólica, estava sempre tranqüilo, mesmo quando não havia recebido nem um pouco de comida. Dizia sempre que Deus lhe daria um pouco na hora certa e, sempre na hora que Deus determinava, alguém lhe estendia uma porção de alimentos.
Serapião agradecia com reverência e rogava a Deus pela pessoa que o ajudava.
Tudo que ganhava, dava primeiro para o malhado, que, paciente, comia e ficava a esperava por mais um pouco. Não tinha onde dormir, onde anoiteciam, lá dormiam.
Quando chovia, procuravam abrigo embaixo da ponte do Ribeirão Bonito e, ali o mendigo ficava a meditar, com um olhar perdido no horizonte. Aquela figura me deixava sempre pensativo, pois eu não entendia aquela vida vegetativa, sem progresso, sem esperança e sem um futuro promissor.
Certo dia, com a desculpa de lhe oferecer umas bananas fui bater um papo com o velho Serapião.
Iniciei a conversa falando do Malhado, perguntei pela idade dele, o que Serapião, não sabia.
Dizia não ter idéia, pois se encontraram um certo dia quando ambos andavam pelas ruas.
- Nossa amizade começou com um pedaço de pão
- disse o mendigo.
Ele parecia estar faminto e eu lhe ofereci um pouco do meu almoço e ele agradeceu, abanando o rabo, e daí, não me largou mais.
Ele me ajuda muito e eu retribuo essa ajuda sempre que posso.
- Como vocês se ajudam?
Perguntei.
- Ele me vigia quando estou dormindo; ninguém pode chegar perto que ele late e ataca. Também quando ele dorme, eu fico vigiando para que outro cachorro não o incomode.
Continuando a conversa, perguntei:
- Serapião, você tem algum desejo de vida?
- Sim, respondeu ele
- tenho vontade de comer um cachorro quente, daqueles que a Zezé vende ali na esquina.
- Só isso? Indaguei.
- É, no momento é só isso que eu desejo.
- Pois bem, vou satisfazer agora esse grande desejo.
Saí e comprei um cachorro quente para o mendigo.
Voltei e lhe entreguei.
Ele arregalou os olhos, deu um sorriso, agradeceu a dádiva e em seguida tirou a salsicha, deu para o Malhado, e comeu o pão com os temperos.
Não entendi aquele gesto do mendigo, pois imaginava ser a salsicha o melhor pedaço.
- Por que você deu para o Malhado, logo a salsicha?
Perguntei intrigado.
Ele com a boca cheia respondeu:
- Para o melhor amigo, o melhor pedaço.
E continuou comendo, alegre e satisfeito.
Despedi-me do Serapião, passei a mão na cabeça do Malhado e sai pensando com meus botões:
- Aprendi alguma coisa hoje. Como é bom ter amigos.
Pessoas em que possamos confiar.
Por outro lado, é bom ser amigo de alguém e ter a satisfação de ser reconhecido como tal.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Somente obedecendo,
somente tendo o orgulho humilde,
mas sagrado,
de obedecer,
é que se conquista então
o direito de comandar.

domingo, 18 de outubro de 2009

Curiosidades


Uma girafa pode limpar suas próprias orelhas com a língua.


As formigas espreguiçam-se pela manhã quando acordam.


Os chimpanzés e os golfinhos

são os únicos animais capazes de se reconhecer na frente de um espelho.


O olho da avestruz é maior do que o seu cérebro.


O "quack" de um pato não produz eco, e ninguém sabe porquê.


O porco é o único animal que se queima com o sol além do homem.



Os golfinhos dormem com os olhos abertos.


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Parábola ao professor


“És o semeador da parábola.
Não te preocupes onde caem as sementes,
Semeia sempre.
A cada um será dado segundo suas obras.
Se tua semente não germina, examina com confiança tuas ações;
Faze tua autocrítica: reconhece teus enganos; recomeça com teu exemplo, com
Humildade, lutando contra os desenganos da vida, semeando o amor, o

Respeito, a fé, a confiança no próximo e em Deus.
E se ainda, não brota a tua semente, insista sempre, com paciência, regando

Com amor a terra árida da sementeira alcançando o adubo da compreensão,

Removendo a mata da discórdia e deixando que a luz do Sol da fé possa trazer

Seus raios para a floração perfeita da primavera.
E no fim de cada jornada de trabalho, ora a Deus pedindo-lhe amparo e

Proteção, para que tua paciência não falte, para que teu amor não se esgote.
Luta “com confiança contra todos os obstáculos que possam surgir na

“Caminhada de Mestre e Professor.”


(desconheço a autoria)

domingo, 11 de outubro de 2009

Oque é de fato significativo?

O filho que muitas vezes não limpa o quarto e fica vendo televisão, significa que está em casa.

A desordem que tenho que limpar depois de uma festa, significa que estivemos rodeados de familiares e amigos.

As roupas que estão apertadas significam que tenho mais do que o suficiente para comer.

O trabalho que tenho em limpar a casa significa que tenho uma.

A queixa que escuto acerca do governo, significa que tenho liberdade de expressão.

Não encontro estacionamento, significa que tenho carro.

Os gritos das crianças significam que posso ouvir.

O cansaço no final do dia significa que posso trabalhar.

O despertador que me acorda todas as manhãs significa que estou vivo.


Finalmente pela quantidade de mensagens que recebo, significa que tenho amigos pensando em mim.


'QUANDO PENSARES QUE A VIDA TE CORRE MAL, LÊ OUTRA VEZ ESTA MENSAGEM'




sábado, 10 de outubro de 2009

quinta-feira, 8 de outubro de 2009


Hoje vi
Um pássaro voando,
Belo vôo
Amplo na imensidão!
Só!

Parecia igual
a tantos outros que já vi.
Sem rumo,
Sem parada definida,
Sem ninguém para apontar-lhe o caminho.
Voando por sobre as montanhas,
Os rios,
E só.

Se vêm a terra,
ninguém o recepciona.
Se pousa numa árvore,
ninguém o espera.
Se voa ao ar,
ninguém o acompanha.
É um pássaro
Parecido com tantos outros, e só.
O que eu vi
Foi um pássaro só.
De um bando,
Uma família.
E só.

Só o que eu vi
Neste dia,
Foi um pássaro a voar.
Avistei-o
Dentro do espelho
Onde estava eu,
Só.
Josias Souza

sábado, 3 de outubro de 2009

Borboletas


O segredo é não correr atrás das borboletas...
É cuidar do jardim para que elas venham até você.